Vou falar de forma muito franca sobre esse turbilhão de emoções envolvendo o Lucas Paquetá e o Flamengo… Nos últimos dias, o meu celular não parou de apitar com notificações das redes sociais, que simplesmente entraram em combustão com o possível retorno da prata da casa ao Ninho do Urubu. Como alguém que acompanha os bastidores do futebol, fico me questionando: estamos diante do movimento que vai consolidar o Mengão como um império imbatível ou o clube está prestes a cometer uma daquelas loucuras financeiras que deixam marcas por anos no caixa? Trazer um talento desse calibre muda o patamar de qualquer time, mas o West Ham não está para brincadeira e o jogo de xadrez é pesadíssimo.
O peso das cifras: Investimento ou loucura financeira?
O histórico do Paquetá na Europa é de quem realmente se provou. Desde que deixou o Flamengo em 2019 para o Milan, ele evoluiu, brilhou no Lyon e foi peça-chave no título da Conference League com o West Ham em 2023. Agora, aos 28 anos, o desejo de voltar ao Brasil por questões pessoais é o grande trunfo do Flamengo. O jogador já sinalizou positivamente e os termos salariais já estariam alinhados, colocando-o no topo da pirâmide financeira do futebol nacional.
Entretanto, o entrave mora em Londres… O West Ham está sufocado na zona de rebaixamento da Premier League (1º Divisão Inglesa) e não quer abrir mão de sua estrela sem uma compensação astronômica. Os ingleses bateram o pé: querem 50 milhões de libras, algo que ultrapassa os 360 milhões de reais. Se olharmos friamente o Transfermarkt, o valor dele gira em torno de 35 milhões de euros. Pagar muito acima disso por um atleta que já passou dos 27 anos é um risco. Pode ser uma excelente tacada ou uma “bomba-relógio” financeira para o clube.
O fator técnico: O que Paquetá realmente entrega em campo?
Se esquecermos o dinheiro por um segundo e olharmos para a bola, os números justificam a euforia. Na atual temporada 2025/26, o Paquetá manteve a regularidade no futebol inglês mesmo em um time em crise, somando mais de 15 jogos e participações diretas em gols que mostram sua versatilidade. Ele não é apenas um “camisa 10” clássico, ele marca, desarma e tem uma leitura de jogo que hoje poucos têm na Seleção Brasileira, onde já soma mais de 50 convocações. Sob o comando do Filipe Luís, ele seria o motor criativo que o Flamengo precisa para não depender apenas de Arrascaeta.
A repatriação de ídolos tem um efeito cascata: gera marketing, vende camisas e intimida os adversários antes mesmo do apito inicial. A pressão agora está do lado do jogador, que tenta forçar a saída nesta janela de janeiro. Se o West Ham continuar afundando e o fantasma da Championship (2º Divisão Inglesa) se tornar real, a liberação pode acontecer até o fechamento da janela brasileira em março. O Flamengo prepara uma nova cartada em torno de 40 milhões de euros, contando com o apoio da Roc Nation (Empresa de gestão de carreiras que cuida de Paquetá) para destravar o negócio.
No fim das contas, meu receio é o interesse de última hora de clubes como o Tottenham. Trazer o Paquetá de volta é um sonho que pode transformar o Flamengo em um time com o meio campo de classe mundial, mas é preciso saber até onde a razão deve segurar a emoção.
E aí, na sua visão de torcedor, o Flamengo deve “quebrar a banca” pelo Paquetá ou o mercado oferece opções mais jovens e baratas que fariam o mesmo papel? Deixe sua opinião nos comentários!

