Pense só comigo: o Flamengo sempre soube que sua torcida não cabe no Maracanã e nem se limita às nossas fronteiras. Agora, com essa jogada de mestre de transmitir 29 jogos de graça no YouTube para boa parte do planeta (com exceção do Brasil), o clube dá um passo que, na minha visão, é muito importante para aumentar sua presença global. Não é só mostrar a bola rolando, mas fincar a bandeira rubro-negra em mercados onde o nosso futebol ainda é visto como algo exótico, como na Ásia ou na Europa, onde figurões como Real Madrid e Manchester United já dominam o pedaço há décadas.
O fim do Pay-per-view e o foco na América Latina
Eu vejo isso como uma jogada para acabar com a mesmice. Em vez de empurrar um pay-per-view o Flamengo abriu o sinal. E a sacada não foi apenas liberar as imagens: colocaram narração em português com o João Guilherme e em espanhol com o Gustavo Whertein. Isso é um acerto no coração da América Latina. Ontem mesmo, perfis no X como Sudanalytics e Libertadepre estavam em polvorosa. Ver argentinos e colombianos comentando que “por fin podré ver al Flamengo sin pagar un ojo de la cara” (finalmente poderei ver o Flamengo sem pagar os olhos da cara) mostra que o engajamento é real. É o efeito bola de neve: mais visualizações gera mais repercussão, que por sua vez pode atrair patrocinadores globais de peso.
Lições do futebol europeu e o impacto econômico
Enquanto Corinthians e Palmeiras ainda parecem presos a modelos tradicionais de transmissão, o Rubro-Negro decidiu seguir a estratégia de alguns gigantes europeus. O Bayern de Munique, por exemplo, já faz isso há tempos, transmitindo até treino para fisgar a molecada na China. Aqui, com 19 jogos do Brasileirão e 10 do Carioca — incluindo a estreia contra a Portuguesa e o embate contra o Internacional —, o impacto financeiro pode ser brutal a longo prazo. Imagine o salto nas vendas de camisas oficiais no México ou no Peru quando o torcedor de lá se sentir parte da torcida rubro-negra. Isso cria um posicionamento de marca fortíssimo, transformando o torcedor curioso em fã.
Claro que existem pedras no caminho, como a briga por atenção com ligas europeias. Mas a estratégia de priorizar o volume de gente assistindo em vez do lucro imediato é certeira. Isso humaniza o clube e acolhe o torcedor expatriado que morre de saudade de casa. No fim das contas, é uma aposta no longo prazo que pode elevar o patamar de todo o futebol brasileiro, provando que a gente não precisa (e nem deve) ficar jogando só no quintal de casa.
E você, como torcedor ou fã de futebol, acha que essa transmissão gratuita vai mesmo explodir a presença global do Flamengo? Me conta nos comentários!

